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A glória , o orgulho e a queda de um líder!

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A glória , o orgulho e a queda de um líder!

78016257Não importa o quão bem começamos, mas sim como terminamos!

O apostolo Paulo fraseou: “combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé“(2 Tm 4.7).  Combater o bom combate…, até que é fácil; Guarda a fé…, dá para fazer; Completar a carreira é difícil, nem sempre o líder consegue.

Conheci pastores que, começaram bem a carreira ministerial, com o tempo, porém, foram desanimando, se perdendo no caminho e até abandonaram a fé, outros foram protagonistas de escândalos que macularam a imagem da noiva do Cordeiro.

Para nós pastores o rei Asa é um exemplo Bíblico do triste fim na vida ministerial. Tomara que a vida deste rei seja para nós um exemplo a não ser seguido.

Vejamos onde ele errou e aprendamos para não cometer os mesmos erros.

O capítulo 14 relata um belo começo do “ministério” do rei Asa, “fez o que era bom e reto aos olhos do Senhor, seu Deus”. (v.2). O procedimento deste rei é uma lição para qualquer pastor: faz uma limpeza geral acabando com a idolatria (v.3,5 e cap. 15.16); deu a melhor orientação (ordem) que um lí­der espiritual poderia dar ao seu povo (rebanho) o de buscar ao Senhor e observar a lei e o mandamento (v.4); desfrutou com o povo de um tempo de paz e prosperidade, tempo este que edificaram cidades, construíram muros (V.7), e até nos momentos de adversidade (v.9, todo lí­der passa por esta fase) fez o que se espera de um lí­der, buscou ao Senhor, orou! (v.11).

No capítulo 15, este rei, talvez em um momento de desanimo, recebeu do próprio Deus um alerta e a fórmula de sucesso “ministerial”: a) buscar o Senhor (v2); b) lembrar-se do passado para entender as consequências de abandona-Lo (v3-6); c) animar-se e continuar firme, pois, a benção do Senhor era certa (v.7).

O rei Asa viveu o auge do seu ministério, não quando derrotou o rei etíope Zerá com seus milhões de soldados, mas quando tomou atitudes, revelando um verdadeiro avivamento: retiraram todas as abominações do meio do povo (v. 8); reuniram-se para buscar e oferecer sacrifícios ao Senhor (V9-11); e o mais importante:  ele convoca o povo para uma renovação de aliança com o Senhor (v.12-15). O momento espiritual era tão intenso que, mesmo em alguma falha, pode-se afirma que “o coração de Asa foi perfeito todos os seus dias.€ (v.17).

Mas o “ministério” deste rei que começou de forma esplêndida, com manifestação e milagres da parte de Deus, DECLINA de forma espantosa. Como um “ministério” que começa tão bem pode ruir de forma tão brusca? Antes afirmo que este episódio é um alerta para nós pastores, pois não devemos iniciar nosso ministério com louvor, mas terminar também da mesma forma.

O Capitulo 16 relata o que levou o rei Asa a viver o declínio no seu “ministério”: a) Usou as coisas sagradas para se beneficiar (v.2); b) fez aliança com os Ímpios (v.3); c) criou contenda, colocou uma pessoa contra a outra (v.3-5); d) tornou-se ambicioso (v.6); d) confiou no Ímpio, em vez de continuar confiando em Deus (v.7); e) sendo alertado, não foi humilde e nem se humilhou e ainda persegui-u o emissário de Deus (v.9-10); f) começa a  oprimir o povo (ovelhas) (v.10); E por fim não buscou restauração diante de Deus (v.11-14).

Conclusão

Belo começo, triste fim.  Asa começou muito bem seu “ministério”, colocou Deus em primeiro plano, teve experiências maravilhosas com o Senhor, experimentou o impossível acontecer diante dos seus olhos, quando Deus o deu vitória contra o poderoso exército da Etiópia, conseguiu unir todo o povo em um só proposito de adorar somente ao Senhor , porém, com o tempo, foi perdendo o primeiro amor até perder totalmente o temor, a ponto de profanar o Templo do Senhor e retirar os bens da Casa de Deus e envia-los como presente a uma terra de um povo pagão, se esqueceu de confiar em Deus e fez aliança com um povo estranho , não aceitou a correção de Deus e condenou o profeta do Senhor ” adoeceu e preferiu, novamente, confiar mais nos homens e recusar ao auxílio de Deus até “ diante de sua teimosia, Asa morreu…

Prezados colegas de ministérios, quem está em pé olhe para que não caia. O fato de termos sido fiéis a maior parte de nossos ministérios não nos dá, diante de Deus, maior direito de pecar do que qualquer outra pessoa. Se o justo cometer a injustiça, Deus se esquecerá do seu passado de justiça; se o injusto se arrepender de suas más obras, Deus se esquecerá do seu ruim passado. Desenvolvamos, portanto, nosso ministério, com tremor e temor sob a orientação e subordinação da Palavra de Deus. Que Ele tenha misericórdia de nos!

Pr Dário Gomes

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Pastor Dário Gomes é o pastor auxiliar da ADESAL – MARECHAL RONDON Setor 21 Salvador – Bahia. Com mais de 320 artigos publicados e milhares de acessos todos os dias, é autor de um dos blogs mais lidos da Bahia.

dariogomespr@hotmail.com

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